O preço da verdade

  • 01/02/2015
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Um mártir surgiu das inúmeras manifestações que afloraram nas principais capitais brasileiras, a partir de junho de 2013... Santiago Ilídio Andrade, repórter-cinegrafista que fora injustamente vitimado.

Recentes acontecimentos no Rio de Janeiro culminaram na morte da repórter cinegrafista Santiago Ilídio Andrade, da Tv. Bandeirantes ou como chamam da Band.

 

Ele fora atingido na cabeça por um rojão na quinta-feira, dia 06 de fevereiro de 2014, quando no exercício de sua profissão, registrava o confronto entre manifestantes e policiais durante suposto protesto contra o aumento da passagem de ônibus no Centro do Rio.

 

O resultado dessa dita manifestação pacífica (pelo menos pela imprensa televisiva) fora que Santiago sofrera afundamento craniano com perda de massa encefálica e apesar de ser atendido no próprio local, e em seguida, encaminhado para o Hospital Souza Aguiar, e ser submetido à cirurgia que durou aproximadamente quatro horas, mesmo assim, não resistiu e foi a óbito.

 

A explosão fora grandemente filmada, fotografada e registrada de todas as formas possíveis por fotógrafos, cinegrafistas e câmeras de vigilância instaladas nas proximidades do Quartel General do Exército e da Central do Brasil (cujas vidraças atestam a selvageria ocorrida).

 

Com a divulgação das imagens, Fábio Raposo Batista ou Fábio Raposo Marques se apresentou 17ª. DP (São Cristóvão) confirmou o óbvio que realmente repassou o rojão a um homem que acendeu o artefato que atingiu o cinegrafista. Tartamudo, o referido rapaz que trajava roupas de grife... Apesar de ser notório a sua pouca educação e o desajeitamento, insistia em  gaguejar explicações sem sentido, alegando uma suposta inocência, afirmando categoricamente que o artefato não lhe pertencia...

 

Em seguida, bem instruído por seu advogado, seu defensor já clamava pelos benefícios da delação premiada, fato totalmente contraditório, pois o rapaz afirmara sua inútil inocência, que desconhecia completamente o principal ator que acendeu o rojão...

 

Depois, o indigitado rapaz sofrera prisão preventiva, encaminhado para São Gonçalo (lugar temido até por juízes) e depois pra Gericinó (igualmente temido principalmente no inconsciente popular).

 

Nesse ínterim, aparece uma nova figura ...sob a alcunha de fada, a Sininho (do barulho), a militante Elisa de Quadros Pinto Sanzi ( que aliás, já responde pelo crime de formação de quadrilha ou bando na 25ª. DP) e também por desacato à autoridade, ao ofender um soldado PM de “macaco” A referida  pessoa realiza uma intervenção esquisita, e oferecendo ajuda jurídica ... advogados criminalistas... quase oferecendo gratuitamente a impunidade de bandeja, além de dizer que falava em nome de um deputado Marcelo Freixo. Isso tudo alegado por parte do estagiário que atendera ao celular bem em frente do delegado de polícia que coordena toda a investigação policial.

 

Chamada novamente para depor, a “fada manifestante” negou quase tudo, e ainda apontou que possui duas residências no Rio de Janeiro, uma em Copacabana e outra no Rio Comprido.

 

Entre a chuva de generosidades e protestos. Resta uma reflexão sobre a importância do trabalho do cinegrafista nas ruas, que registram tudo, para melhor informar o cidadão. Devemos intimamente, questionar: A quem interessa ocultar a verdade, impedir a divulgação de atitudes e fatos? O que estava sendo filmado que causou tamanho desconforto?

 

Nesse momento, entendo ser absolutamente necessário prestigiar não somente o direito à vida que fora barbaramente extirpado de Santiago Andrade, mas também o direito ao exercício profissional, à liberdade de imprensa, ao direito de ir e vir, posto que na maioria das vezes, em face desses enormes tumultos a cidade literalmente para e se transforma em praça de guerra e as pessoas simplesmente são impedidas (sob pena de se tornarem vítimas dos vandalismos) de ir e vir normalmente.

 

Principalmente na rota diária do calvário, trabalho à casa.

 

O que realmente desejam os black blocs? Além do vandalismo, da agressão? Por que como qualquer cidadão, não protesta pelo voto, por meio de ação pública, das entidades de classe, nas sessões do Legislativo estadual ou municipal.  Ou qualquer outro meio civilizado que seja ouvido pela mídia e pelo Poder constituído.

 

Outro questionamento nos assombra: quem financia os black blocs? E qual é o saldo político real que consegue essa horda de vândalos? Por que escondem as faces... se enfim acreditam veementemente na legitimidade de seus protestos?

 

Afinal as manifestações violentas nos levarão até onde? Ao endurecimento do regime político, em mais e mais truculência, e o povo mais uma vez o maior prejudicado. Novas leis e novos tipos penais, irá criminalizar gradativamente o comportamento que tem lesado não só o nosso ir e vir, mas vidas...atingindo famílias, em prol de uma melhoria que não será conhecida pelos mortos e seus órfãos.

 

Também há uma confusão banal em admitir que só há democracia se houver irrestritos poderes de protestar, a todo custo e a toda hora. Isso não é democracia...  Aliás, o conceito contemporâneo de democracia é cada vez mais complexo e dispendioso.

 

José Murilo de Carvalho cogita da construção da cidadania do Brasil frisando que a cidadania é dividida em três tipos de direitos (civis , políticos e sociais). Sendo fundamental o papel da educação que é mais que mero direito social, é o segundo direito fundamental, vindo logo após o direito à vida com dignidade necessária para o exercício de todos os demais direitos.

 

Ressalta quão é fundamental o papel da educação para o exercício da cidadania, o que nos permite não só acesso à informação mas principalmente à formação, ao poder da reflexão, do debate sobre as relações entre os dominantes e os dominados, sobre as garantias políticas e direitos fundamentais.

 

Obviamente a democracia quando comparada aos outros regimes políticos aplicados historicamente, é a que melhor atende as demandas dos indivíduos da atualidade, permitindo a maior liberdade, difundindo a igualdade, ainda que por vezes  não da maneira mais adequada.

 

Concordo com o Dr. Luiz Flávio Gomes precisamos mesmo promover a maior revolução nas áreas da educação e da ética, quando conseguiremos finalmente teremos o império da lei alimentado pela cidadania e, finalmente construir uma nação próspera e realmente democrática.

 

Vidas são ceifadas nesses embates que mais se revelam como inúteis ou espetáculos de jovens “bem nascidos” que desejam deixar seu rastro de sangue na principiante história de nossa democracia.

 

Gisele Leite

 

 

 

 

 

 

Recentes acontecimentos no Rio de Janeiro culminaram na morte da repórter cinegrafista Santiago Ilídio Andrade, da Tv. Bandeirantes ou como chamam da Band.

 

Ele fora atingido na cabeça por um rojão na quinta-feira, dia 06 de fevereiro de 2014, quando no exercício de sua profissão, registrava o confronto entre manifestantes e policiais durante suposto protesto contra o aumento da passagem de ônibus no Centro do Rio.

 

O resultado dessa dita manifestação pacífica (pelo menos pela imprensa televisiva) fora que Santiago sofrera afundamento craniano com perda de massa encefálica e apesar de ser atendido no próprio local, e em seguida, encaminhado para o Hospital Souza Aguiar, e ser submetido à cirurgia que durou aproximadamente quatro horas, mesmo assim, não resistiu e foi a óbito.

 

A explosão fora grandemente filmada, fotografada e registrada de todas as formas possíveis por fotógrafos, cinegrafistas e câmeras de vigilância instaladas nas proximidades do Quartel General do Exército e da Central do Brasil (cujas vidraças atestam a selvageria ocorrida).

 

Com a divulgação das imagens, Fábio Raposo Batista ou Fábio Raposo Marques se apresentou 17ª. DP (São Cristóvão) confirmou o óbvio que realmente repassou o rojão a um homem que acendeu o artefato que atingiu o cinegrafista. Tartamudo, o referido rapaz que trajava roupas de grife... Apesar de ser notório a sua pouca educação e o desajeitamento, insistia em  gaguejar explicações sem sentido, alegando uma suposta inocência, afirmando categoricamente que o artefato não lhe pertencia...

 

Em seguida, bem instruído por seu advogado, seu defensor já clamava pelos benefícios da delação premiada, fato totalmente contraditório, pois o rapaz afirmara sua inútil inocência, que desconhecia completamente o principal ator que acendeu o rojão...

 

Depois, o indigitado rapaz sofrera prisão preventiva, encaminhado para São Gonçalo (lugar temido até por juízes) e depois pra Gericinó (igualmente temido principalmente no inconsciente popular).

 

Nesse ínterim, aparece uma nova figura ...sob a alcunha de fada, a Sininho (do barulho), a militante Elisa de Quadros Pinto Sanzi ( que aliás, já responde pelo crime de formação de quadrilha ou bando na 25ª. DP) e também por desacato à autoridade, ao ofender um soldado PM de “macaco” A referida  pessoa realiza uma intervenção esquisita, e oferecendo ajuda jurídica ... advogados criminalistas... quase oferecendo gratuitamente a impunidade de bandeja, além de dizer que falava em nome de um deputado Marcelo Freixo. Isso tudo alegado por parte do estagiário que atendera ao celular bem em frente do delegado de polícia que coordena toda a investigação policial.

 

Chamada novamente para depor, a “fada manifestante” negou quase tudo, e ainda apontou que possui duas residências no Rio de Janeiro, uma em Copacabana e outra no Rio Comprido.

 

Entre a chuva de generosidades e protestos. Resta uma reflexão sobre a importância do trabalho do cinegrafista nas ruas, que registram tudo, para melhor informar o cidadão. Devemos intimamente, questionar: A quem interessa ocultar a verdade, impedir a divulgação de atitudes e fatos? O que estava sendo filmado que causou tamanho desconforto?

 

Nesse momento, entendo ser absolutamente necessário prestigiar não somente o direito à vida que fora barbaramente extirpado de Santiago Andrade, mas também o direito ao exercício profissional, à liberdade de imprensa, ao direito de ir e vir, posto que na maioria das vezes, em face desses enormes tumultos a cidade literalmente para e se transforma em praça de guerra e as pessoas simplesmente são impedidas (sob pena de se tornarem vítimas dos vandalismos) de ir e vir normalmente.

 

Principalmente na rota diária do calvário, trabalho à casa.

 

O que realmente desejam os black blocs? Além do vandalismo, da agressão? Por que como qualquer cidadão, não protesta pelo voto, por meio de ação pública, das entidades de classe, nas sessões do Legislativo estadual ou municipal.  Ou qualquer outro meio civilizado que seja ouvido pela mídia e pelo Poder constituído.

 

Outro questionamento nos assombra: quem financia os black blocs? E qual é o saldo político real que consegue essa horda de vândalos? Por que escondem as faces... se enfim acreditam veementemente na legitimidade de seus protestos?

 

Afinal as manifestações violentas nos levarão até onde? Ao endurecimento do regime político, em mais e mais truculência, e o povo mais uma vez o maior prejudicado. Novas leis e novos tipos penais, irá criminalizar gradativamente o comportamento que tem lesado não só o nosso ir e vir, mas vidas...atingindo famílias, em prol de uma melhoria que não será conhecida pelos mortos e seus órfãos.

 

Também há uma confusão banal em admitir que só há democracia se houver irrestritos poderes de protestar, a todo custo e a toda hora. Isso não é democracia...  Aliás, o conceito contemporâneo de democracia é cada vez mais complexo e dispendioso.

 

José Murilo de Carvalho cogita da construção da cidadania do Brasil frisando que a cidadania é dividida em três tipos de direitos (civis , políticos e sociais). Sendo fundamental o papel da educação que é mais que mero direito social, é o segundo direito fundamental, vindo logo após o direito à vida com dignidade necessária para o exercício de todos os demais direitos.

 

Ressalta quão é fundamental o papel da educação para o exercício da cidadania, o que nos permite não só acesso à informação mas principalmente à formação, ao poder da reflexão, do debate sobre as relações entre os dominantes e os dominados, sobre as garantias políticas e direitos fundamentais.

 

Obviamente a democracia quando comparada aos outros regimes políticos aplicados historicamente, é a que melhor atende as demandas dos indivíduos da atualidade, permitindo a maior liberdade, difundindo a igualdade, ainda que por vezes  não da maneira mais adequada.

 

Concordo com o Dr. Luiz Flávio Gomes precisamos mesmo promover a maior revolução nas áreas da educação e da ética, quando conseguiremos finalmente teremos o império da lei alimentado pela cidadania e, finalmente construir uma nação próspera e realmente democrática.

 

Vidas são ceifadas nesses embates que mais se revelam como inúteis ou espetáculos de jovens “bem nascidos” que desejam deixar seu rastro de sangue na principiante história de nossa democracia.

 

Gisele Leite

 

 

 

 

 

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